Cavalo – Fuga

Cavalo - Fuga

 

Hoje, quando aparecemos na televisão, nada mais podia ser feito a esse respeito. Aquela mesma mulher sentou-se do lado de fora do café a lamentar-se do ocorrido e do futuro catastrófico anunciado pelo roteiro do programa jornalístico.                                                      Ficava a cada passo mais difícil entender a série e a ordenação dos fatos, indecifráveis.

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Cavalos 2

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Jovem artista morre subitamente, logo após ter fumado um cigarro debaixo de um toldo de um bar. Ele havia acabado de acertar os preparativos e preparava-se para uma experiência de sexo com animais e sua namorada selvagem. Seus amigos mais próximos reúnem-se afim de realizar um desejo expresso que o jovem artista tinha feito questão de registrar em papel na presença desses amigos (seus únicos e que serviram como suas testemunhas): que os amigos fizessem um churrasco e comessem sua própria carne quando ele morresse.

Cavalos

Cavalos

Ampliação em papel fotográfico, 2007 (47 x 31 cm)

Muitas paisagens passam pela pequena tropa e, cansados de tanto andar, os soldados músicos param à beira de uma estrada e pedem carona sem muito sucesso. Até que um motorhome sai da estrada e eles correm em seu encalço. A porta abre e eles veem o rosto familiar de um índio que não sabem de onde poderiam conhecer. O índio sai do carro sem dirigir a palavra a ninguém, dá alguns passos, para e logo ouve-se o barulho de água caindo. O pelotão confabula imaginando como falar com o índio até que sentem os pés molhados. Aproximam-se do índio, que os aponta o que parece ser um gêiser, uma fonte d’água que brota do chão, e os soldados bebem sedentos essa água.