Sereia Sirena Siren Søren Sorry

sereia_2015

 

SEQ 08 – EXT – DIA – BAR PAULISTINHA

Menino vai descendo ao lado do muro da estação de trem, vira em uma esquina. Depara-se com a entrada do bar bastante diferente da que o menino imaginou, ele se aproxima e vê a mesma cortina, entra o bar tem algumas pessoas, um homem alto magro de chapéu segura um taco de sinuca, Vitorino observa o jogo, se aproxima da mesa, posiciona seu taco na mesa, mira e dá a tacada, o barulho de uma bola caindo na caçapa seguido de burburinho repentino dos presentes, indica o fim do jogo.

Uns esbravejam, outros riem ensandecidos, fazem gestos provocativos e riem.

O menino está próximo ao balcão observando curioso, Vitorino se aproxima do balcão e fixa com seus olhos, fundos de quem perdeu muitas noites, os olhos do menino, os dedos amarelos do cigarro apontam para o menino e ele sente um certo pavor. Vitorino aponta pra prateleira e o menino vê os refrigerantes, sorri, chega mais perto e espera o balconista trazer seu presente. Bebe devagar olhando para dentro do copo.

Odalisca

Odalisca

Impressão em papel de algodão, 2013 (50 x 88 cm)

Também podemos entender o trabalho de arte como o mesmo estatuto ontológico de um ofício religioso? Ambos são processos de interpretação da existência e, em um certo sentido, a obra de arte é um equivalente absoluto do milagre, pois são modos de alargamento do real?

Cavalos

Cavalos

Ampliação em papel fotográfico, 2007 (47 x 31 cm)

Muitas paisagens passam pela pequena tropa e, cansados de tanto andar, os soldados músicos param à beira de uma estrada e pedem carona sem muito sucesso. Até que um motorhome sai da estrada e eles correm em seu encalço. A porta abre e eles veem o rosto familiar de um índio que não sabem de onde poderiam conhecer. O índio sai do carro sem dirigir a palavra a ninguém, dá alguns passos, para e logo ouve-se o barulho de água caindo. O pelotão confabula imaginando como falar com o índio até que sentem os pés molhados. Aproximam-se do índio, que os aponta o que parece ser um gêiser, uma fonte d’água que brota do chão, e os soldados bebem sedentos essa água.