Odalisca

Odalisca

Impressão em papel de algodão, 2013 (50 x 88 cm)

Também podemos entender o trabalho de arte como o mesmo estatuto ontológico de um ofício religioso? Ambos são processos de interpretação da existência e, em um certo sentido, a obra de arte é um equivalente absoluto do milagre, pois são modos de alargamento do real?

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Cavalos

Cavalos

Ampliação em papel fotográfico, 2007 (47 x 31 cm)

Muitas paisagens passam pela pequena tropa e, cansados de tanto andar, os soldados músicos param à beira de uma estrada e pedem carona sem muito sucesso. Até que um motorhome sai da estrada e eles correm em seu encalço. A porta abre e eles veem o rosto familiar de um índio que não sabem de onde poderiam conhecer. O índio sai do carro sem dirigir a palavra a ninguém, dá alguns passos, para e logo ouve-se o barulho de água caindo. O pelotão confabula imaginando como falar com o índio até que sentem os pés molhados. Aproximam-se do índio, que os aponta o que parece ser um gêiser, uma fonte d’água que brota do chão, e os soldados bebem sedentos essa água.

Ocupação

Impressão em papel de algodão, 2010 (60 x 40 cm)

Impressão em papel de algodão, 2010 (60 x 40 cm)

Surpreenderam-se com o meu “boa-noite”, como se fuera uma gentillesse desnecessária e desproporcional à situação. Mas não era, e cumprimentaram-me de volta, quase alegres depois do susto. Acendi o charuto e joguei o palito de fósforo logo atrás de mim sem muita vontade. Iniciou-se um pequeno incêndio no carpete e uma movimentação desesperada do pessoal de bordo; a comissária mais velha tentou pisar no charuto que eu fumava, enquanto eu fumava, mas, atento à operação, esquivei-me e ato contínuo apaguei a brasa em sua canela para respeitar as normas de bordo que me foram expressas, fundindo sua pele à meia-calça justamente no ponto de um pequeno desfiado.

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