Sereia Sirena Siren Søren Sorry

sereia_2015

 

SEQ 08 – EXT – DIA – BAR PAULISTINHA

Menino vai descendo ao lado do muro da estação de trem, vira em uma esquina. Depara-se com a entrada do bar bastante diferente da que o menino imaginou, ele se aproxima e vê a mesma cortina, entra o bar tem algumas pessoas, um homem alto magro de chapéu segura um taco de sinuca, Vitorino observa o jogo, se aproxima da mesa, posiciona seu taco na mesa, mira e dá a tacada, o barulho de uma bola caindo na caçapa seguido de burburinho repentino dos presentes, indica o fim do jogo.

Uns esbravejam, outros riem ensandecidos, fazem gestos provocativos e riem.

O menino está próximo ao balcão observando curioso, Vitorino se aproxima do balcão e fixa com seus olhos, fundos de quem perdeu muitas noites, os olhos do menino, os dedos amarelos do cigarro apontam para o menino e ele sente um certo pavor. Vitorino aponta pra prateleira e o menino vê os refrigerantes, sorri, chega mais perto e espera o balconista trazer seu presente. Bebe devagar olhando para dentro do copo.

Cavalo – Fuga

Cavalo - Fuga

 

Hoje, quando aparecemos na televisão, nada mais podia ser feito a esse respeito. Aquela mesma mulher sentou-se do lado de fora do café a lamentar-se do ocorrido e do futuro catastrófico anunciado pelo roteiro do programa jornalístico.                                                      Ficava a cada passo mais difícil entender a série e a ordenação dos fatos, indecifráveis.

3 patinhos no azougue

Impressão em papel fotográfico, 2009 (90 x 60 cm)

“Assim é necessário que estejam indeterminadas as causas a partir das quais vem a ser o que é a partir do acaso.  Por isso, reputa-se que o acaso pertence ao indeterminável e é não evidente ao homem, e de um certo modo pode-se reputar  que nada vem a ser a partir do acaso. Pois tudo isso se diz de modo acertado, razoavelmente.”

As aspas nos redimem.